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Setor de saúde demanda profissionais em áreas críticas

* Artigo de Valéria Carinhato

O setor de saúde é o que tem sofrido menos impacto na crise econômica enfrentada por nós, brasileiros, ao longo dos últimos anos. Mesmo apresentando um crescimento médio de 10% até o terceiro trimestre de 2018, a indústria farmacêutica passa por ciclos de transformação e busca se reinventar diante de uma maior competitividade e consumidores mais exigentes. Por isso, as empresas do ramo têm investido fortemente em inovação científica, bem como reavaliado posições chave da organização e o perfil de seus líderes – os principais aceleradores e atores deste processo.

Neste sentido, áreas de negócio com maior escopo técnico, ocupam um novo espaço nas reuniões de board e discussões estratégicas das organizações. Este é o caso, por exemplo, de executivos das áreas Médica, de Acesso ao Mercado e de Assuntos Governamentais.

Esta nova realidade traz reflexos na forma de contratar os profissionais que atuam na indústria da Saúde. Hoje, os cargos de liderança nestas áreas requerem competências não somente técnicas, mas, em especial, de gestão e comportamentais.

Em seu novo papel, o executivo deve trazer soluções para a companhia, se mantendo conectado e se antecipando as principais tendências de mercado. Demonstrar visão estratégica ampliada, em conjunto com a capacidade de se comunicar, influenciar as diferentes áreas de negócio, além de gerir e desenvolver times de alto desempenho, complementam o perfil dos profissionais que mais se destacam.

Entretanto, há uma grande carência destes profissionais com essas competências. E não é fácil encontrá-los. Para se ter uma ideia, de cada dez entrevistados, apenas três preenchem os requisitos para as cadeiras acima. Por conta desta forte exigência, a demanda por executivos de áreas até então muito técnicas, triplicou de 2017 para 2018.

Se por um lado a indústria eleva a barra na contratação, por outro, constrói times altamente qualificados, que impulsionam a implementação das estratégias definidas, promove o desenvolvimento do executivo em competências de gestão e, por consequência, oferece boas perspectivas de carreira, com a possibilidade do profissional vivenciar desafios distintos.

Diante de tudo isso, as mudanças na indústria farmacêutica acontecem de forma acelerada e com maior nível de exigência quando o tema é contratação. Este cenário usualmente tira-nos da zona de conforto, porém traz ótimas oportunidades. Basta estar preparado para aproveitá-las ao máximo!

Valéria Carinhato é sócia da prática de Life Sciences, Healthcare e Bens de Consumo da Weplace.

“Artigo originalmente publicado no Portal Revista Hosp”.
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